5. Como interpretar os resultados?
Utilize as tabelas da Ficha de Campo. O preenchimento dessas tabelas nos permite avaliar os resultados da monitoria dos diferentes lotes, correlacionando-os com uma série de outros fatores associados ao desempenho desses lotes, como o Índice de Eficiência de Produção (IEP).
 
   
5.1. Exemplo de preenchimento da tabela:  
   
Lote
Sexo
Cama
Linhagem (ns)
Programa de Vacinação IBD (idade/cepa vacinal)
Método
Escore de BF BURSOMETRO
IEP
A
Macho
A
1-10-18 (intermediária)
Spray
4 4 4 4 4 4 5 5 5 5
287
B
Fêmea
B
1 (intermediária) - 18 (plus)
Água
4 4 4 4 5 4 4 4 4 5
265
C
Misto
A/C
4 (intermediária) - 18 (plus)
Spray
3 3 4 4 4 4 4 4 4 4
271
D
Macho
A
4 (intermediária) - 18 (plus)
Água
3 3 3 3 3 4 4 4 4 4
282
E
Macho
A/B
1-7-14 (intermediária)
Água
4 4 4 5 5 5 5 6 6 6
290
F
Misto
C
1-7-14 (intermediária)
Água
3 3 3 3 3 3 4 4 4 4
228
 
   
5.2. Interpretação dos resultados do exemplo:
Inicialmente, verificamos que no lote A somente foram usadas vacinas intermediárias e os padrões de tamanho de BF estão compatíveis com o esperado. Podemos concluir que esse lote foi bem vacinado (programa/manejo corretos), não havendo indícios de que outros fatores imunodepressores estejam presentes. Isso vem ao encontro do bom resultado obtido.
Nos lotes E e F também só foram usadas vacinas intermediárias, porém:
O lote E apresenta a maioria das Bolsas de Fabrício com tamanho maior do que o esperado. Este fato nos indica uma provável falha no programa ou na aplicação das vacinas. Quando analisamos as causas, é possível que a idade de 14 dias ainda seja muito precoce para a administração da última dose da vacina intermediária (a imunidade materna estaria interferindo sobre o vírus vacinal, neutralizando parcialmente sua eficácia). Outra possibilidade é de que existam falhas no processo de vacinação, impedindo que uma dose satisfatória do vírus vacinal atingisse a BF da maioria das aves.
Por outro lado, como as bolsas estão grandes e não apresentam o efeito característico da doença clínica, e levando-se em conta o bom resultado econômico do lote, podemos supor que não houve desafio significativo de Gumboro. Nossa sugestão para esse caso é revisar o processo de vacinação e o programa utilizado, visando evitar problemas futuros caso haja um desafio de campo mais severo.
O lote F apresenta muitas bolsas pequenas (tamanho 3), efeito diferente do que seria esperado quando do uso de vacinas intermediárias. Sendo assim, chegamos à conclusão de que houve um desafio de Gumboro (ou outro agente imunodepressor), confirmado pelo desempenho ruim do lote. Aqui, nossa sugestão seria o envio do material previamente coletado ao laboratório para exames complementares, além da revisão do programa e do processo de vacinação.
Os lotes B, C e D mostram tamanhos de BF compatíveis com os esperados para as vacinas usadas. Essa observação, aliada aos resultados satisfatórios obtidos, nos indica que os programas vacinais estão adequados, e que as técnicas de vacinação via água de bebida e por spray estão sob controle.
 
   
Podemos afirmar, com base em anos de experiência de campo da equipe Fort Dodge, que o Programa de Monitoria da Bolsa de Fabrício, mediante a utilização do BURSOMETRO, apresenta uma correlação de no mínimo 80% com os resultados dos lotes.
 
   
 
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