2. Uma nova cepa vacinal: Austrália V877
   
 
Poulvac Bursa F é uma vacina produzida a partir de uma amostra viral isolada de frangos de corte na Austrália, em 1977. O vírus foi propagado em ovos embrionados SPF, para constituir a semente viral.
Por se tratar de um vírus naturalmente estável, foi possível minimizar o número de passagens em substratos laboratoriais de forma a manter a vacina o mais próximo possível do isolamento de campo.
Dessa forma, a alta taxa de excreção do vírus original foi preservada. Por isso, a cepa V877 apresenta ótima difusibilidade. Em experimentos conduzidos nos Laboratórios Webster, foi comprovado que, quando aves vacinadas são colocadas em contato com aves que não receberam a vacina, 90% das aves não vacinadas desenvolvem anticorpos após 14 dias.
Poulvac Bursa F é uma vacina forte. É, portanto, mais invasiva que as vacinas intermediárias e intermediárias-plus, sendo mais eficiente em imunizar ativamente aves com níveis de anticorpos circulantes que ainda seriam suficientes para neutralizar vacinas mais suaves.
       
 
     
       
   
3. Segurança
Poulvac Bursa F pode ser administrada a partir dos 10 dias de idade em aves com ou sem anticorpos maternos (AM). A estabilidade genética da vacina (ou seja, ausência do risco de aumento ou reversão ao estado de virulência de um determinado vírus após reciclagem in vivo) foi comprovada por meio de inúmeras passagens reversas em aves SPF. A diminuição na relação Peso-Bolsa x Peso Corporal (PB x PC) de aves vacinadas com a cepa V877 é esperada, porém o grau de intensidade desta redução é equivalente ao de outras vacinas disponíveis comercialmente (figura 2).
       
   
Relação Peso-Bolsa X Peso Corporal:
Análise comparativa de várias cepas disponíveis no mercado brasileiro
 
   
   
Controle
Bursine 2
Laboratório A, cepa intermediária
Laboratório B, cepa intermediária
Bursine Plus
Laboratório A, cepa intermediária-plus
Poulvac Buras F
Laboratório C, cepa forte
Vírus Muito Virulento (G11)
Fonte: Depto. Técnico Fort Dodge, 1999.
 
Fig.2
   
 
   
Em estudos de patogenicidade específica das amostras vacinais à Bolsa de Fabrício, a cepa V877 caracteriza-se por provocar lesões limitadas e permitir recuperação parcial do tecido linfóide, não causando imunossupressão. Os câmbios histológicos provocados na BF de aves com níveis médios de anticorpos maternos e vacinadas aos 10 dias de idade incluem moderada rarefação de linfócitos, redução no tamanho ou perda da definição do córtex folicular e aumento do tecido interfolicular.
Após a depleção linfóide inicial, a regeneração parcial da arquitetura folicular pode ser observada de 2 a 3 semanas após a vacinação, sendo evidenciada por decréscimo do escore histopatológico e aumento na relação PB x PC.
 
       
   
 
   
Saúde Animal