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Os
Adjuvantes |
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Em
1925, estudos pioneiros de Ramon demonstraram ser possível aumentar
artificialmente os níveis de antitoxinas tetânicas produzidas
por uma vacina, ao adicionar-se à fórmula substâncias como amido,
lecitina ou saponinas. Estas substâncias, quando combinadas aos
antígenos, apresentam a propriedade de induzir níveis mais altos
de imunidade, recebem o nome de adjuvantes ou, em certos
casos, imunoestimulantes.
Os adjuvantes incrementam o afluxo de linfócitos e modulam a permanência
de outras células inflamatórias no local de deposição do antígeno,
potencializando a resposta imunológica do hospedeiro.
2.1.
Adjuvantes Aquosos
Os compostos a base de alumínio são os adjuvantes mais utilizados
na indústria farmacêutica humana e veterinária.
Fosfatos, hidróxidos e outros sais de alumínio, quando inoculados
nos tecidos, apresentam citotoxicidade moderada aos macrófagos,
liberam fatores que atraem eosinófilos e disparam reações em cascata
do complemento. Estes e outros mecanismos causam irritação tecidual
suficiente para desencadear a resposta imunológica esperada.
A capacidade imunogênica de certas bactérias é particularmente
potencializada após sua inativação e adsorção em hidróxido de
alumínio (Al(OH)3).
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2.2.
Adjuvantes Oleosos
Historicamente, os adjuvantes emulsionados em óleo surgiram
de extensas pesquisas no campo da tuberculose humana. Freund
notou um expressivo aumento na produção de anticorpos ao incorporar
o antígeno em parafina. Desenvolveu-se então o mais potente
adjuvante conhecido até hoje, o Adjuvante Completo
de Freund (FCA), composto de uma emulsão água em óleo
adicionada de Mycobacterium spp). No entanto, o FCA
foi somente utilizado em projetos experimentais devido aos
seus efeitos colaterais: dor, febre e formação de abscessos.
A partir daí, sucessivas fórmulas baseadas em uma versão incompleta
do adjuvante de Freund deram origem às emulsões utilizadas
hoje em dia. Mais tarde, visando eliminar as desvantagens
da utilização do óleo mineral, tais como a longa permanência
de resíduos nos tecidos, novos adjuvantes a base de óleos
vegetais de amendoim e girassol foram testados. No entanto,
apesar de mais seguras, as novas formulações revelaram-se
pouco imunogênicas. Em geral, os adjuvantes oleosos permitem
a liberação do antígeno no organismo do hospedeiro de forma
gradual e por um período de tempo prolongado, conferindo imunidade
mais duradoura do que aquela induzida por adjuvantes aquosos
ou vacinas vivas.
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Saúde
Animal
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