Propriedades das Emulsões:
     
5.1. Estabilidade:
Refere-se à habilidade de uma emulsão de permanecer inalterada durante um determinado período de tempo. Normalmente, a estabilidade é aferida por meio de exposição da emulsão à temperaturas elevadas ou choques térmicos.
Porém, outros mecanismos físicos interagem com as emulsões e podem levar aos seguintes fenômenos:
 
ü Cremeificação: movimento migratório ascendente de partículas menos densas que o líquido externo.
ü Sedimentação: movimento migratório descendente de partículas mais densas que o líquido externo, decorrente da atuação da força gravitacional.
ü Floculação: formação de grumos ou agregados de gotículas íntegras e individuais, resultante da colisão de umas partículas com as outras, que mantêm-se unidas através de forças eletromagnéticas.
ü Coalescência: fusão de duas ou mais partículas para formar gotículas únicas de maior diâmetro. Um processo extensivo de coalescência pode levar à separação total de fases, efeito identificado visualmente pela sobreposição de uma camada do material oleoso (menos denso) sobre a camada do material aquoso (mais denso).
ü Quebra de Emulsão: desequilíbrio irreparável da estrutura química da mistura, resultando em perda total ou parcial de suas propriedades físico-químicas e biológicas. (Figuras 3 e 4)
 


Testes práticos para checagem da integridade das emulsões:
5.1.1."Teste da Gota"
Método simples e rápido. Utilize um recipiente com água (para testar a integridade de emulsões cuja fase externa é oleosa) ou com óleo mineral branco, no caso de emulsões cuja fase externa é aquosa.
Ao adicionarmos algumas gotas da amostra sobre a água, se a emulsão estiver perfeita, somente a fase externa (oleosa) entra em contato com a água, permanecendo portanto imiscível (Figura. 5).

Figura 5
 
Se houver separação de fases (Figura 6) ou quebra de emulsão (Figura 7), partes do conteúdo aquoso da fase interna da emulsão entram em contato com a água do recipiente, turvando-a.
 

Figura 6
 

Figura 7

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