Fig. 3
 
3.3. Pulverizadores costais ("mochila"): utilizados para a vacinação de aves adultas. Reservatórios de tamanhos variados são carregados nas costas do operador. O padrão do spray é determinado pelo tipo de bocal utilizado (Figura 3).
  Vantagens:
Maior alcance e abrangência do jato de spray; Indicadores de pressão e extensores podem ser acoplados ao aparelho; Permite o uso de um volume grande de água.
     
  Desvantagens:
Excesso de peso gera fadiga do operador; Oscilação da pressão exercida dentro do tanque e, com isso, alteração da taxa de fluxo da solução vacinal (vazão).
 
 
   
3.4. Motopulverizadores:  
os pulverizadores motorizados podem ser elétricos (alimentados por corrente direta ou por bateria recarregável) ou a combustão. Os motores mais comuns são de origem alemã e funcionam em dois ciclos. Os modelos a gasolina (Figura 4) estão se tornando os mais populares no mercado americano para a vacinação de frangos de corte, em função de seu desempenho, padrão de spray e durabilidade. Estes equipamentos geram gotículas de vacina de tamanho ideal para a vacinação contra Bronquite e Doença de Newcastle ou gotas mais grossas indicadas para a vacinação contra Doença de Gumboro. Esses pulverizadores foram testados com sucesso no Brasil pela Fort Dodge Saúde Animal, e uma fita de vídeo está disponível no Departamento Técnico da empresa para orientações aos clientes.
Enquanto o vacinador caminha entre as aves, atravessando o galpão no sentido longitudinal, o jato é direcionado lateralmente a uma altura de aproximadamente 30 cm acima da cabeça das aves. A administração de forma correta é uma habilidade adquirida com a prática.
A velocidade do caminhar do vacinador é adaptada de maneira a cobrir totalmente o lote de aves com a solução vacinal.
Nos EUA, motopulverizadores foram adaptados sobre rodas, com o objetivo de aliviar o esforço do operador e facilitar o manejo da vacinação. Este tipo de carrinho pulverizador está sendo introduzido no Brasil pela Fort Dodge Saúde Animal, e destina-se à vacinação de poedeiras alojadas em baterias.

Fig. 4
 
 
Este modelo apresenta diversos bocais de pulverização dispostos linearmente em um suporte. Dessa forma, à medida que o carrinho é empurrado no corredor da granja, o jato de spray vai sendo distribuído para as aves em todos os níveis das gaiolas. No caso de baterias piramidais, o ângulo de inclinação do suporte pode ser ajustado, de forma a atingir a distância ideal entre os bocais e as gaiolas (Figura 5).
 

Fig. 5
   
 
   
4. Diluentes  
O diâmetro final das partículas é grandemente influenciado pelo diluente usado na preparação da solução vacinal. Por exemplo, quando a água pura é usada como diluente, em determinadas circunstâncias, um diâmetro inicial de 60 µm de uma gota pode ser reduzido para 3 µm após a evaporação. Este resíduo de matéria seca deposita-se nos pulmões e nos alvéolos, potencializando reações pós-vacinais mais severas.
O diluente específico AEROVAC inclui em sua composição substâncias as quais atuam como tensoativos que interagem na tensão superficial da água. Reduzindo o efeito da evaporação é possível aumentar a uniformidade e diminuir o porcentual de gotas muito finas, minimizando os riscos de reação.
A água mineral ou proveniente de poços artesianos é um diluente de qualidade duvidosa, pois está sujeita a contaminações bacterianas e a enormes variações no pH ou em outras propriedades físico-químicas.
 
 

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