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Nos
últimos anos, buscando certificar-se de que a dose de vacina fornecida
às aves é adequada para conter o desafio, várias
empresas adotaram procedimentos de titulação das vacinas
antes do uso, seja em laboratórios próprios ou de terceiros.
Em decorrência disto, por vezes nos deparamos com situações
onde uma vacina apresenta resultados de titulação completamente
divergentes entre laboratórios.
Como
explicar resultados de titulação diferentes entre 2 laboratórios?
Para
responder esta questão, é importante levar em consideração
alguns fatores que contribuem para a variabilidade de resultados entre
diferentes laboratórios (vide item 3.5). Mas antes, vamos rever
alguns conceitos.
As
vacinas contra a Doença de Marek são produzidas e tituladas
em monocamadas de Fibroblastos de Embrião de Galinha (FEG),
figura 3.
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Figura
3 |
A
multiplicação do vírus sobre o tapete celular
provoca alterações morfológicas e funcionais
das células, um fenômeno conhecido como Efeito Citopático
(ECP).
As células infectadas
pelo Herpesvírus (HV) entram em processo de degeneração,
apresentam mudanças na estrutura da membrana, tornam-se refringentes,
e se agrupam formando agregados ou placas visíveis ao microscópio
óptico, o PFU ("Plaque Forming Unit"), ou
Unidade Formadora de Placa (figura 4).
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Figura
4
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Em
geral, os PFU's consistem de células refráteis ou
fusiformes. Sincícios e corpúsculos de inclusão
intranucleares também podem ser observados.
Durante a replicação
"in vitro" do Herpesvírus, os focos desenvolvem-se
durante 2 e 7 dias após a inoculação, dependendo
da cepa, do número de passagens as quais esta foi submetida
e do tipo celular.
Os 3 sorotipos do HV disponíveis
em vacinas comerciais diferem entre si quanto à habilidade
de infectar culturas celulares: os vírus do sorotipo 1 (ex:
cepa CVI988/
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Rispens) produzem focos muito muito pequenos em FEG, tendo mais afinidade
por células renais de embrião (CKC). O inverso ocorre
com os vírus do sorotipo 2 (SB-1, 301/B1),
que desenvolvem-se melhor em fibroblastos. Já o sorotipo 3 (HVT)
produz focos maiores e mais nítidos nos dois tipos celulares, normalmente
evidenciados em um período de tempo mais curto após a infecção.
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É
importante lembrar que, quando titulamos vacinas liofilizadas, os
PFU's são principalmente originados por partículas
virais completas, desprovidas de células. No caso de vacinas
congeladas, o vírus de Marek encontra-se associado às
células, e portanto, os PFU's originam-se de células
infectadas que carregam em seu interior partículas virais
em vários estágios de desenvolvimento.
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Consiste,
basicamente, de 4 etapas:
1.
Diluição seriada da amostra em intervalos decimais ou de
base 4;
2.
Inoculação de alíquotas de cada diluição
em placas de Petri contendo monocamadas de FEG (no mínimo 4 placas
por diluição);
3.
Incubação das culturas infectadas em estufa à temperatura
de 37ºC, em atmosfera úmida contendo 5% de CO2.
4.
Contagem dos focos em todas as placas ao final do período de incubação.
O
volume do inóculo, as diluições da amostra e suas
respectivas contagens de PFU's (média da leitura de várias
placas) constituem os dados a serem lançados na fórmula
para cálculo do título por dose de vacina.
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