Com certeza estes termos nos são familiares. Mas para relembrar alguns conceitos, vamos considerar uma situação hipotética:
Duas empresas, "X" e "Y", adquirem mensalmente vacinas contra a Bronquite Infecciosa. Na última compra, o laboratório forneceu duas partidas com seus respectivos títulos:
 
     
 
 
     
 
Diante de quadros respiratórios com suspeita de reação vacinal, ambas empresas decidiram fracionar a dose.
 
     
 
Empresa X
Esta empresa decidiu administrar uma dose constante, e estabeleceu o padrão de 10 3,5 DIOE50 por ave. Veja o que ocorreu:
Lote
A
10 4,2 (título por dose, informado pelo fabricante) ÷ 10 3,5 (dose padrão) = 10 4,2 - 3,5 = 10 0,7 = 5
Esta partida de vacina foi diluída 5 vezes (1:5) antes de ser administrada às aves.
Lote
B
10 3,8 (título por dose, informado pelo fabricante) ÷ 10 3,5 (dose padrão) = 10 3,8 - 3,5 = 10 0,3 = 2
Esta partida de vacina foi diluída 2 vezes (1:2) antes de ser administrada às aves.
 
     
 
Empresa Y
Esta empresa simplesmente passou a vacinar 2.000 pintos com um frasco de 1.000 doses. Veja o que ocorreu:
Lote
A
10 4,2 (título por dose, informado pelo fabricante) x 1.000 (Nº doses por frasco) =
= 10 4,2 x 10 3,0 = 10 4,2 + 3,0 = 10 7,2 (título por frasco)
10 7,2 ÷ 2.000 (pintos) = 10 7,2 ÷ 10 3,3 = 10 7,2 - 3,3 = 10 3,9 (dose por ave)
Lote
B
10 3,8 (título por dose, informado pelo fabricante) x 1.000 (Nº doses por frasco) =
= 10 3,8 x 10 3,0 = 10 3,8 + 3,0 = 10 6,8 (título por frasco)
10 6,8 ÷ 2.000 (pintos) = 10 6,8 ÷ 10 3,3 = 10 6,8 - 3,3 = 10 3,5 (dose por ave)
 
     
 
Qual a diferença entre as vacinas A e B?
10 3,9 ÷ 10 3,5 = 10 3,9 - 3,5 = 10 0,4 = 2,51
Ou seja, a quantidade de vírus fornecida às aves pelo lote A é 2,51 vezes maior do que aquela fornecida pelo lote B.

Portanto, ao não estabelecer uma dose padrão, uma empresa pode estar na realidade administrando doses variáveis às aves. E esta variação de dosagem, quando associada a outras condições ambientais inadequadas, poderia explicar o surgimento de sintomas respiratórios no campo.

 
     
   
 
O rigoroso controle do processo de manufatura e a observação das normas internacionais do GMP ("Good Manufacturing Practices" - Boas Práticas de Fabricação) asseguram a obtenção de produtos de qualidade comprovada. No entanto, a eficácia das vacinas está condicionada à sua correta utilização.
Ainda é bastante comum verificarmos em campo o uso de diluentes impróprios ou a adição de diversas substâncias aos produtos. Vejamos alguns exemplos:
A reconstituição de vacinas associadas à celula com diluentes inadequados pode ter efeitos desastrosos sobre o vírus vacinal, devido principalmente à alteração do equilíbrio osmótico. Meios hipo ou hipertônicos atuam sobre a permeabilidade da membrana das células que abrigam o vírus, podendo reduzir o título de uma vacina de Marek para próximo de zero em instantes. O controle de Osmolaridade do diluente é fundamental para regular a perfeita troca de fluidos entre os meios intra e extracelular.
Certos antibióticos podem acidificar uma suspensão e provocar a morte celular, especialmente quando o diluente utilizado não estiver protegido por uma substância tampão, responsável pela manutenção do pH dentro de uma faixa conhecida.
Por outro lado, alguns aditivos podem e devem ser utilizados. Por exemplo, o uso de gliceróis em diluentes para vacinação spray favorece a uniformidade das partículas vacinais, reduz o quociente de sedimentação e a taxa de evaporação das gotículas. Os corantes utilizados em vacinações via água de bebida e nos incubatórios propiciam o controle da eficiência do processo de vacinação, são inócuos e não interferem com o título vacinal.
Antes de adicionar qualquer produto às vacinas ou aos diluentes, consulte sempre o seu fornecedor. A equipe técnica da Fort Dodge está a sua disposição para esclarecer quaisquer dúvidas. Conte conosco para auxiliá-lo a obter os resultados esperados de cada vacina, do começo ao fim.
 
     
 
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